Da Ritualistica – Introdução

“Let My worship be in the
heart that rejoices, for behold,
all acts of love and pleasure
are My rituals.”
— Doreen Valiente

Há algum tempo atrás, fui chamado a palestrar de improviso no ESP-BR sobre ritualística. Ouso dizer que a palestra improvisada fez mais sucesso da que eu havia preparado junto com minha sacerdotisa – e dada a receptividade dos presentes, prometi escrever mais sobre o tema.

Meu propósito original era iniciar um ciclo de palestras sobre o tema, mas diversos percalços fizeram que esta idéia me aborrecesse de tal maneira que acabei por me decidir pela via escrita. Assim, espero que os artigos sejam úteis, e caso tenham sugestões não se façam de rogados, deixem um comentário!

E o que é um Ritual?

Uma definição básica é a que um ritual consiste em uma prática habitual. A ritualização de uma prática possui uma beleza quase matemática, uma linguagem própria, sendo ao mesmo tempo uma forma de arte e ciência. Arte pois não se trata de uma “receita de bolo”, sem a sensibilidade do elemento humano e a expressão de seu próprio caminho mágicko traduzido no rito, o mesmo se torna ineficaz, algo morto. Ciência pois há um pragmatismo e um método ao comparar resultados e dissecar o rito em busca do aperfeiçoamento.

Todo e qualquer ritual, para ter um significado, deve estar ancorado em um contexto social e cultural. Como expressão da religiosidade de um povo, deve conter em si símbolos  e valores que ecoem a própria essência da “tribo” mágicka que o executa. A isto, chamo de “molde” – pode ser hermética, thelêmica, pagã, caoticista, nórdica, etc. Mas é importante que antes de se levantar o capot do carro e olhar o motor, tenhamos um “carro” – o seu molde.

Obviamente, isto não quer dizer que o molde deve ser reconstrucionista para que seja eficaz. Mas deve haver alguma explicação ou dogma para questões básicas, como (i) quem ouve seu rito, (ii) porquê, (iii) seu lugar na cosmogonia mágicka, (iv) como o resultado do rito se opera (vem de você? Dos Deuses? De Anjos/Demônios?) e etc.

Antes de passarmos ao primeiro capítulo, deixo algo que aprendi :  Um ritual é uma celebração do  caminho do Deus/Deusa invocado(a), onde se dança com os sapatos dele(a).

(cont.)

2 thoughts on “Da Ritualistica – Introdução”

  1. Poxa, foi tão pouquinho… Confesso que tentei clicar naquele “(cont.)” várias vezes, pra ver se continuava agora… Pessoalmente, acho que o item essencial a todo ritual é colocar seu “coração” nele, mas suponho que isso fique para os próximos textos…

    Sorte em seu caminho, meu caro.

  2. Foi pouquinho mesmo, Rê. Comecei a compilar umas fontes e quando vi já tinha gasto mais de hora. Pretendo ir bem mais a fundo nos próximos posts sobre o tema, aguarde 🙂
    Obrigado pelo comentário.

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